"Sonhos de um Mosqueteiro"



Este livro (blog) contêm crônicas e poemas por mim escritas, nas quais eu fiz questão de manter a data em que as mesmas foram elaboradas para que pudessem servir como testemunho de seu conteúdo "profético", e como um alerta para aquelas que ainda não foram concretizadas.
ARAMIS NETO






"As lágrimas são a materialização dos sentimentos."
(ARAMIS NETO)






"Um povo ignorante tem como seus representantes políticos corruptos".
(ARAMIS NETO)






"Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz sómente até onde os outros foram."
(Grahn Bell)







"Sempre há um pouco de loucura no amor, porém sempre há um pouco de razão na loucura.!
(F.Nietzshe)







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A LOGÍSTICA DO CRIME

       

Já se vai o tempo em que o crime era um acontecimento isolado, onde um desclassificado e marginalizado da sociedade, cometia delitos para sentir-se parte do mundo e impor sua inotada  presença às massas.
                        Desses tempos poderíamos até dizer, agora, que era uma questão de necessidade, de sobrevivência.
                        Porém hoje, o crime transformou-se em uma empresa de sociedade anônima, em plena expansão e de rentabilidade certa e lucrativa, onde seus diretores encontram-se espalhados nas mais variadas e destacadas camadas da política e sociais, nos mais variados setores influenciáveis e manipuladores das massas, disfarçados em cidadãos de bem preocupados com o bem estar da nação.
                        Esta introdução torna-se necessária para que você leitor acompanhe o raciocínio de como funciona a logística do crime. 
                                             Mês de Abril do ano de 2006. O presidente da Bolívia, EVO MORALES, surpreende a todos com sua decisão em repatriar seus recursos naturais, (o gás natural), extraídos em seu território pela PETROBRÁS, companhia brasileira detentora dos direitos de exploração deste recurso em terras bolivianas.
                        O presidente EVO MORALES, manda seu exército invadir as instalações da PETROBRÁS e retirar a força todos os estrangeiros, subtraindo para si toda a tecnologia desenvolvida pela companhia brasileira.
                        O presidente brasileiro, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, convoca todo o seu staff diplomático, para tentar resolver esta questão do modo menos traumático possível. Não pode agir com violência, estamos em uma ano eleitoral e nem pode-se abrandar demais para não demonstrar-se fraqueza política.
                        As negociações são infrutíferas para o lado brasileiro. Mas, não há um desgaste político demasiadamente prejudicial para o presidente do Brasil como candidato à reeleição.
                        Até que o presidente da Bolívia, sentindo-se dono da situação, resolve abocanhar mais um pedaço do bolo e demonstra sua intenção em retomar para a Bolívia o estado do Acre, dizendo-se possuidor destas terras uma vez que o Brasil apropriara-se indevidamente do inicialmente território boliviano, (o Acre).
                        Agora, as coisas “mudam de figura”, já não é uma questão comercial e sim de soberania nacional, os brasileiros que moram em área de fronteira estão em risco, MORALES ameaça expulsar os brasileiros desta área utilizando-se mais uma vez de seu exercito. O presidente brasileiro precisa dar uma resposta imediata e de solução à questão internacional criada por seu vizinho boliviano.
                        Só há uma decisão a ser tomada.
                        Isolar todas as áreas de fronteira brasileiras, com o maior número de componentes das forças armadas. Ou seja: “FECHAR AS FRONTEIRAS COM O EXERCITO”.
                        Esta atitude, esperada e desejada pelo povo brasileiro, traria de volta a confiança sobre nossa soberania, a tranqüilidade  aos moradores  em área de fronteira e a credibilidade de que estamos em boas mãos presidenciais, (alguém de pulso forte).
                         E seria isso que aconteceria com toda a certeza, se não existisse o outro lado a história.



- Postado por: Aramis às 19h06
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A LOGÍSTICA DO CRIME

(PARTE II) 

Enquanto os acontecimentos internacionais se desenrolam, os diretores e executivos da “empresa do crime” extenuam-se em reuniões sobre as conseqüências deste incidente em seus negócios.
                        Se o exercito fechar as fronteiras e patrulhar toda a sua extensão, haverá um grande risco para o trafico de drogas e de armas, pois com as fronteiras terrestres e aéreas vigiadas as perdas neste comercio ilícito serão de 100%, ou muito próximo a isso. E o Brasil sendo como é mundialmente conhecido, uma das principais e mais movimentadas rotas do trafico internacional, as perdas mundiais neste comercio seriam em valores de bilhões de dólares.
                        Seria necessário se fazer algo. Mas o que? Sem que se revelasse a verdadeira identidade desses executivos e diretores do crime?
                        Teria de ser um fato que desviasse toda e qualquer atenção da questão internacional, tornando esta de menor importância.
                         Precisava-se ganhar tempo para que os “sócios estrangeiros” conseguissem convencer o presidente boliviano a ver que essa sua atitude seria prejudicial a economia de seu país. Uma vez que a Bolívia seria muito prejudicada com o fechamento das fronteiras, sabendo-se de seu comercio ilícito.
                        Mas e aqui no Brasil, o que se fazer para se ganhar esse tempo?
                        Sendo o Estado de São Paulo o centro nervoso e econômico do Brasil, teria de ser algo que paralisasse o Estado todo.
                        Já tínhamos tido no ano de 2001, uma demonstração de união, juntamente com a divulgação gratuita dos meios de comunicação, como uma propaganda do “crime organizado”. Não seria difícil utilizar-se novamente deste expediente. Já que estes criminosos comuns são operários das empresas do crime. Uma simples ordem ao “fiscal da linha de produção” e o serviço seria cumprido.
                        Mas ainda faltava saber o que surtiria o efeito desejado. Para que a polícia não interferisse nas ações criminosas de impacto, (assaltos a banco, seqüestros, explosões em emissoras de rádio e televisão, etc..), coisas de impacto. Só uma coisa surtiria maior impacto que isso. Atacar a própria polícia. Sem a policia pra proteger a população comum, está não se sentiria segura e a economia do estado e do país estaria comprometida, voltando-se as atenções todas ao Estado de São Paulo. Mexeu-se com o dinheiro do país e isso foi o bastante.
                        O que são algumas vidas sacrificadas, quando se tem bilhões de dólares em jogo?
                        A imprensa, fez direitinho a sua lição de casa. Aterrorizou a população para que esta ficasse em casa e a economia do Estado paralisasse pelo tempo suficiente aos propósitos dos “empresários do crime”.
                        Uma vez descartada as ações de fechamento das fronteiras. E não havendo mais riscos ao trafico internacional. Tudo volta ao normal, como se nada tivesse acontecido.
                        Para se justificar as ações criminosas e as mortes de pais de família, e por esses mesmos “empresários do crime” acharem que o povo é e sempre será ignorante, foi-nos dada a versão de que foram ceifadas inúmeras vidas humanas porque os presos queriam apenas treze televisores de plasma para assistirem aos jogos da copa do mundo.

ARAMIS – 27/08/06. 
                        


- Postado por: Aramis às 18h59
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                MEA CUPA”

 

 

                        Que direito eu tenho de reclamar do estado lastimável em que se encontra o meu amado BRASIL, se eu fui um dos responsáveis por sua degradação política e moral?    

                        Queria ter o direito de votar errado. E é só o que tenho feito. Gritei contra a mão forte da ditadura. Mas, não grito agora que posso fazê-lo, contra as falcatruas que sofremos, articuladas pelos políticos que enriquecem vendendo o nosso país. Queria ter o direito de ver o nu frontal das moças não muito sérias, nas revistas masculinas, nas salas de cinemas ou nas boates e inferninhos. E agora, me ofendo quando nossas mulheres são vistas lá fora como prostitutas. Sem pudor nenhum, mostrando muito mais do que imaginaríamos poder ver em recintos fechados, em troca de alguns dólares. Queria poder ter a liberdade de, que se quisesse, usar substâncias alucinógenas, como foi feito nos festivais de “WOODSTOCK ou MONT REY POP”. E agora me assusto e me preocupo com a variedade e o consumo excessivo de drogas pelos nossos jovens, tornando-os violentos e acéfalos.  Queria me rebelar contra a educação rígida imposta pelos pais, que obrigavam seus filhos a terem respeito aos mais velhos, às religiões, ao patriotismo e aos conceitos morais. E agora vejo que não existem mais instituições familiares. Queria que a imprensa tivesse a liberdade de veicular a notícia, sem maquilagem para frauda-la. E hoje vejo o quarto poder manipulando a opinião pública em favor daquele que lhe der mais lucros. Esquecendo-se do seu papel social.

                        Que direito eu tenho, de questionar a segurança pública, pelo aumento da violência, se eu repudiava a rispidez e a austeridade com que os responsáveis pela nossa segurança e de nossas famílias, utilizavam-se para reprimir o crime e subjugar os criminosos aos mandos da lei? Eu ajudei a enfraquecer as leis e a fortalecer os criminosos, nas minhas passeatas e nas minhas manifestações pacíficas ou não.

                        Assumo a minha parcela de culpa pelo caos em que estamos vivendo. Mas sei que ainda há tempo para revertermos esta situação. Conseguimos uma vez e conseguiremos de novo. Mas agora, pensando no melhor para as gerações futuras...

 

        ARAMIS – 09/06/06.



- Postado por: Aramis às 11h57
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                        Revendo meus arquivos, encontrei este texto que escrevi há cinco anos atrás. Ao relê-lo, percebi o seu conteúdo profético que infelizmente está se concretizando. Este é o motivo pelo qual o estou publicando. Pra alertar à todos e dar oportunidade de se fazer algo pelas sombrias previsões que ainda não se realizaram. (Ainda há tempo).

 

 

                        1533 

 

 

                        Não acredito no que estou vendo.

                        Ontem, ao ver pela televisão, a chamada em edição extraordinária do setor de reportagem das emissoras, pensei estar assistindo a um filme de aventura.

                        Será que só eu estou percebendo que estamos vivendo uma guerra civil?

                        Será que as autoridades constituídas não percebem a gravidade da situação?

                        Em outros tempos, estes atos, (grandes roubos, seqüestros, ameaças à autoridades), seriam considerados atos de terrorismo. E como tal seriam tratados. Com toda a energia e rigor da mão de ferro dos órgãos repressores.

                        As guerrilhas estão se organizando. Angariando fundos, para assim que estiverem prontas, darem o grande golpe.

                        Cabeças pensantes e politizadas estão se organizando e utilizando-se de marginalizados da sociedade para assumirem o poder.

                        É fácil “fazer a cabeça” daqueles que nada tem à perder. Prometendo-lhes fama, proteção e fortuna. Em um país onde os grandes ladrões usam  gravatas e são impunes, não seria difícil recrutar-se soldados nas camadas mais baixas da sociedade.

                        O primeiro passo já foi dado. A demonstração de união e força, com o apoio da mídia, em troca de alguns pontos no IBOP. O segundo passo será trazer para juntar-se ao movimento a população comum. Os miseráveis e os assalariados.

                        Depois de concluído o circulo de recrutamento, apresentar-se-á ao grande público o salvador da pátria.

                        Talvez um “CHE GUEVARA”, um “GETULIO VARGAS”, ou outro pretensiosamente similar.

 

ARAMIS – 20/02/01.      



- Postado por: Aramis às 22h14
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                    O HAITÍ NÃO É AQUI

 

                   Esta frase tão harmoniosamente cantada pelo atual Ministro da Cultura, expressa a verdade? Quantos países existem dentro do nosso país?

                   Mandamos mil e quinhentos soldados, fortemente armados e preparados militarmente para um país que vive uma guerra civil, para impor a lei e a ordem. Onde sua população revoltada com a invasão estrangeira e com a política local, rebelou-se. E armada, impõe resistência às imposições que não lhes agrada. E somos elogiados no mundo, pelo profissionalismo e preparo de nossos soldados, nessa missão de paz, militarmente organizada pelas Nações Unidas.

                   Aqui, onde vivemos uma guerra não reconhecida, onde se morrem mais pessoas do que em paises verdadeiramente em guerra, nossos soldados são declarados incompetentes para as ações. Os mesmos soldados saídos dos mesmos quartéis escolhidos para a missão de paz no Haiti. Qual a diferença entre a nossa guerra não declarada e a deles. Nossos mortos são menos importantes que os deles, ou o medo de se admitir que não estávamos preparados para a democracia é maior que nossas necessidades de termos novamente a lei e a ordem restabelecidas.

                   As imagens da violência urbana, mostradas diariamente nos meios de comunicação, já não nos impressionam mais, tornou-se lugar comum. Os corpos filmados e fotografados em valas, crivados de balas ou com suas cabeças decepadas, são vistos tranqüilamente até por crianças, sem que isto lhes causem um mínimo de pavor, pela constância e banalidade do fato. Os soldados do tráfico, vistos trafegando livremente pelas ruas, expondo seus arsenais bélicos, como os guerrilheiros mostrados nas matérias que cobrem as guerras civis do Haiti ou do Iraque. Impondo o toque de recolher à população e aos comerciantes, sem que sejam impedidos dessa atitude, porque se a polícia agir estará ferindo seus direitos constitucionais e humanos, (a polícia passa a ser o marginal e o violento), a inversão de valores. Os ricos e os políticos com seus carros blindados e seus verdadeiros exércitos de seguranças particulares, deslocando-se pelas cidades como em tanques de guerra.

                   Os pobres não querem a ação enérgica da polícia porque se sentem mais protegidos nas mãos dos bandidos. Como a população do país em guerra civil, que vê nas forças rebeldes a oportunidade de se conseguir comida, mesmo que sejam migalhas. E se por acaso  resolverem se manifestar a favor da lei, no dia seguinte esta mesma lei lhe dará as costas, deixando-o sem a mínima proteção. Os direitos humanos não se importam com as pessoas de bem, com os pais de família ou com os pobres. E as leis vigentes são tão brandas, que favorecem somente aos marginais.

                   Os ricos também não vêem as ações policiais com bons olhos, porque se derem força e apoio a estas ações, correm o risco de terem os olhos da lei voltados contra si. Enquanto a polícia estiver com as mãos amarradas e com os olhos voltados aos crimes comuns, não terá tempo de se preocupar com os crimes maiores.

                   A classe média, fica em meio a esse fogo cruzado, não é pobre o suficiente para ter a proteção do bandido e nem rico o bastante para poder se proteger contratando verdadeiros exércitos particulares. É o alvo principal. E contar com a polícia, impossível. As leis são contra as ações policiais. Basta vermos os noticiários. Se for ação de bandido, tudo bem, ele está no seu direito. Se for ação policial, vamos ver o que ele fez de errado para podermos criticar. Se ele se excedeu, se ele atirou, se ele bateu. Vamos impor o caos.

                   O Haiti não é aqui. Se fosse estaríamos mais protegidos.

 

ARAMIS – 19/03/06          .



- Postado por: Aramis às 16h32
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