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VEJO-TE NUA
Vejo-te nua e inerte sobre alvos e desarrumados lençóis, Na cama em que momentos antes, Saciamos a lascívia dos corpos contidas em nós. E fui teu e foste minha. E te domei e fui domado. E vi meu corpo cavalgado pela amazona sedutora, Que de forma avassaladora Fez-me refém de seu amor. Nossos suores se misturam Em uma química reação. Onde seu singular aroma nos dá ainda mais tesão. E entre essas ondas frenéticas de movimentos, Dentre tantos outros sentimentos, Queremos apenas paixão. Enquanto te penetrava o corpo, Me invadias a alma. Deixando-me quase morto Ao arrancar-me a calma Já cansados, extasiados, Esgotados de nossos fluidos Deixo-te lânguida e semi-desfalecida. Para visualizar-te como a uma Deusa adormecida, Após uma noite de amor. ARAMIS – 24/10/06.
- Postado por: Aramis às 13h29 [ ] [ envie esta mensagem ] :: Enviar esta mensagem ![]() LETARGIA
Acho-me onde outrora perdido. Furto da vida a vontade de me guiar. Sou dono de mim... Passeio pelo tempo. Quando tudo ou nada faz sentido. Não quero o presente, Dele abstenho-me. Quero o passado, Os anos dourados, a rebeldia em meus cabelos, Em minhas atitudes. A contra cultura agora cultuada... O início do fim. Ou talvez quem sabe o futuro! Onde já nada mais existirá. Ou apenas a lembrança de um presente inexistente, Ou o culto à minha memória. Tenho recordações do futuro, Em uma simetria atemporal, Faço das palavras atos e dos atos o nada. As estrelas estão em minhas mãos, Mas não sou dono delas. Elas emprestam-me seus lumes Para que eu possa caminhar na escuridão... HENDRIX , JOPLIN, onde vocês estão agora? ARAMIS – 05/10/06.
- Postado por: Aramis às 13h40 [ ] [ envie esta mensagem ] :: Enviar esta mensagem ![]()
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