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ENQUANTO EU DORMIA. Enquanto eu dormia, A cidade e os canalhas continuavam acordados. Enquanto eu dormia, Os sonhos eram roubados sem se dar conta. Enquanto eu dormia, A escuridão em breu opaco envolvia tudo, Enquanto eu dormia, Conchavos eram feitos na calada da noite, Enquanto eu dormia, Os corruptos enriqueciam. Enquanto eu dormia, O sangue de inocentes lavava as escadarias dos palácios. Enquanto eu dormia, Banquetes e bacanais eram custeados com o meu suor. Enquanto eu dormia, A flauta continuava a tocar melodias hipnóticas. Enquanto eu dormia, Meus filhos eram roubados de mim. Enquanto eu dormia, O medo e a covardia se apossavam de meu corpo e mente. Enquanto eu dormia, Ratos nadavam em piscinas de champagne. Enquanto eu dormia, O inaceitável e repulsivo se tornava banal. Enquanto eu dormia, O amor dava lugar à promiscuidade. Enquanto eu dormia, Invertia-se o conceito entre o bem e o mau. Enquanto eu dormia, Eu assumia a culpa por deixar essas coisas acontecerem. Enquanto eu dormia... ARAMIS – 22/11/07.
- Postado por: Aramis às 03h25 [ ] [ envie esta mensagem ] :: Enviar esta mensagem ![]()
DESEJO Nasce em meu peito um forte desejo, De seguir-te pelas ruas, pela vida, Como a quem ao som de dolorosas ladainhas, Segue ao cortejo.
Cubro-te de flores, Das mais variadas espécies e fragrantes odores, Para endeusá-la em “imácula” beleza, Que em cujos meus versos de humilde destreza, Jorro-te em fontes de palavras, meus amores.
Desejo-te como o atleta deseja o grito da vitória, A satisfação do dever cumprido, Todos os sentimentos explodidos do peito Onde momentos antes em cárcere tórpio reprimidos.
E a boca semi-abriu, na antecipação do beijo, E o corpo reagiu em relâmpagos de sensações, Onde misturam-se todas as emoções, O sangue acelera em cavernosas esponjas de carne em um lampejo, Tento disfarçar, mas não consigo, Trago o teu gosto em lembrança, sempre comigo, E explodimos juntos, ao sabor do desejo...
ARAMIS – 30/10/07.
E seguindo as trilhas deste sentimento . Apresento-lhes mais uma de suas formas de manifestar-se...Sigam o caminho abaixo... - Postado por: Aramis às 23h15 [ ] [ envie esta mensagem ] :: Enviar esta mensagem ![]()
LÁGRIMAS DE UM POETA
Faço-me verdadeiro em lágrimas de nanquim, Onde meus sentimentos riscados em papel, Escorridos em letras, tornam-se eternizados por mim. Em versos perfeitos, ou literatura de cordel. E a musa, de dores e insônias, que roubou minha calma. Tornar-se-há estática no tempo, Em uma eterna juventude de sentimento, Onde para sempre viverá mim’alma. Quero chorar igual aos mortais e não consigo, Minhas mãos falam por meus olhos, Ser poeta é minha sina, é meu castigo. Transformar sentimentos em palavras, E jogá-las ao mundo, O que há de mais doloroso e profundo, O abismo do amor... Ser poeta, não é ser romântico. É ser sofrido... É trazer os sentimentos no peito comprimido, Desenrolá-los como a um novelo, Decifrá-los, alinhá-los e não mais poder retê-los. Deixando-os em escrita transcender ao tempo, E mesmo quando não mais existir o meu pensamento, Lá estarão meu verso e minha musa, Quando serei decifrado e analisado, De uma forma pragmática, Talvez até por formula matemática. Sem que o resultado tenha nenhuma garantia. E os sábios, desvendar-me sem sucesso tentarão, Pois só os amantes saberão, Que aquilo que vêem, São minhas lágrimas em forma de poesia... ARAMIS – 03/11/07.
- Postado por: Aramis às 23h22 [ ] [ envie esta mensagem ] :: Enviar esta mensagem ![]()
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